Em região de vento e chuva, o melhor telhado é o que está bem preso e bem vedado, e só depois disso o mais bonito. Quase todo tipo de telha funciona em Imbituba quando três coisas são respeitadas: a estrutura é ancorada na casa, as telhas são fixadas como o fabricante manda para área de vento, e existe uma segunda barreira contra a água que o vento empurra por baixo das peças. As calhas fecham o conjunto. Subdimensionadas ou entupidas, elas devolvem para dentro da casa a água que o telhado tirou.
Depois de cada temporal forte no litoral sul, os problemas que aparecem são os mesmos. Vale entender por quê.
O que o vento e a chuva fazem com a cobertura
O vento forte não amassa o telhado. Ele passa por cima, cria sucção e tenta levantar tudo, começando pelas bordas: beirais, cantos e cumeeira. Telha solta nesses pontos é a primeira a voar, e a vizinha vai atrás.
A chuva, por sua vez, raramente cai reta por aqui. Com vento sul de frente fria ou com nordeste forte, ela vem de lado e sobe por baixo das telhas, entra pelo encontro do telhado com a parede e molha o forro sem que exista uma única telha quebrada.
E tem o sal. Parafuso, prego, gancho, calha e estrutura metálica sofrem com a maresia o ano inteiro, principalmente nas casas perto da orla, do centro a Itapirubá.
Estrutura: a parte que ninguém vê
- Ancoragem. O madeiramento ou a estrutura metálica do telhado é preso à cinta de concreto no topo das paredes, com peças próprias. Estrutura apenas apoiada depende do peso para ficar no lugar, e o vento é mais forte que o peso.
- Madeira tratada ou aço protegido. Madeira sem tratamento é comida de cupim. Aço sem proteção adequada enferruja rápido na maresia. O projeto define qual usar e como proteger.
- Fixações resistentes à corrosão. Pregos, parafusos e conectores galvanizados a fogo ou em aço inox. É um item barato que decide a vida útil do conjunto.
- Subcobertura. Uma manta instalada sob as telhas funciona como segunda barreira. A água que o vento empurra para dentro escorre sobre ela até a calha, em vez de pingar no forro. Em Imbituba, vale tratar como item de série, não como opcional.
Que telha escolher
| Tipo | Pontos fortes | Cuidados no litoral |
|---|---|---|
| Cerâmica | Bom conforto térmico, visual tradicional, peso ajuda contra o vento | Precisa de amarração ou fixação das peças, absorve umidade e cria limo nas faces sombreadas |
| Concreto | Pesada e resistente | Exige estrutura reforçada, mesma atenção à fixação |
| Fibrocimento | Leve, econômica, obra rápida | Fixação com parafusos e vedação em todos os pontos, esquenta sem isolamento. Telhas antigas podem conter amianto e pedem remoção cuidadosa |
| Metálica com isolamento (sanduíche) | Leve, vence vãos grandes, aceita pouca inclinação, bom isolamento | Revestimento adequado à maresia, atenção a cortes e furos, que são onde a ferrugem começa |
| Shingle | Boa em telhados recortados, visual limpo | Instalação especializada sobre base de chapa de madeira, modelo indicado pelo fabricante para vento forte, ventilação sob a base |
| Laje impermeabilizada ou telhado embutido | Fica protegido atrás da platibanda, visual contemporâneo | Tudo depende das calhas internas e da impermeabilização. Falhou, a água entra |
Cada telha tem uma inclinação mínima indicada pelo fabricante. Em área de chuva com vento, trabalhar no limite mínimo é pedir infiltração. Um pouco mais de caimento dá folga.
Beiral, rufo e os encontros
Beiral largo protege parede, janela e pintura, e isso vale muito numa região úmida. O preço é o vento, que pega o beiral por baixo como uma asa. A solução não é eliminar o beiral. É calcular a estrutura dele e forrar por baixo, para o vento não ter onde agarrar.
Os vazamentos mais teimosos nascem nos encontros: telhado com parede, telhado com chaminé, mudança de caimento, claraboia. Nesses pontos entram os rufos, que são chapas dobradas para conduzir a água, e as pingadeiras no topo de muros e platibandas. Rufo bem feito é embutido na parede e vedado. Rufo só colado com massa dura até o primeiro verão.
Calhas: o tamanho certo e o caminho da água
Calha se calcula. O dimensionamento leva em conta a área de telhado que despeja nela e a intensidade das chuvas fortes da região, conforme a norma técnica. Quem define é o projeto hidrossanitário, não a medida que o funileiro tem pronta.
O que observamos nas boas instalações:
- Descidas em número suficiente. Uma calha comprida com um único tubo de queda transborda no meio.
- Caimento contínuo, sem barriga onde a água fica parada.
- Extravasor. Um ladrão que joga a água para fora quando a calha enche. Em telhado embutido é obrigatório, porque ali o transbordo cai dentro da casa.
- Material compatível com a maresia. Alumínio e PVC se comportam bem. Aço galvanizado comum dura pouco perto do mar.
- Acesso para limpeza. No Rosa e em Ibiraquera, com árvore por todo lado, folha entope calha em semanas. Tela de proteção ajuda, e a limpeza continua necessária.
E o destino da água importa. Ela vai para a drenagem do terreno ou para uma cisterna, nunca para a fossa e nunca para o lote do vizinho.
Manutenção antes da temporada de temporais
Uma vistoria simples, feita uma ou duas vezes por ano, evita a maior parte dos sustos:
- Limpar calhas, descidas e ralos.
- Conferir telhas deslocadas, trincadas ou soltas nas bordas e na cumeeira.
- Olhar rufos e vedações.
- Verificar parafusos e ganchos com ferrugem.
- Procurar manchas no forro, que mostram por onde a água já passou.
Quem tem casa de temporada deve fazer isso antes de fechar a casa para o inverno. Goteira pequena em casa vazia vira forro caído.
Perguntas frequentes
Telha cerâmica aguenta o vento de Imbituba?
Aguenta, desde que fixada. O peso ajuda, mas não basta nas bordas e na cumeeira, onde a sucção é maior. Siga a orientação do fabricante para região de vento e não dispense a subcobertura.
Telhado embutido é arriscado no litoral?
Ele tem a vantagem de ficar abrigado do vento. O risco está todo na água: calha interna generosa, extravasor e impermeabilização bem executada são inegociáveis, assim como a limpeza frequente.
Posso ligar a calha na rede de esgoto ou na fossa?
Não. Água de chuva sobrecarrega o sistema de esgoto e, no caso da fossa, afoga o tratamento. O caminho correto é a drenagem pluvial do lote ou o reaproveitamento em cisterna.
Cobertura é o lugar errado para economizar
Se você vai construir ou precisa refazer o telhado de uma casa em Imbituba, fale com a nossa equipe pelo WhatsApp do site. A gente avalia a exposição do terreno ao vento antes de indicar telha, estrutura e calhas. Nas nossas obras dá para ver diferentes soluções de cobertura usadas na região.
Leia também
- Casa de madeira, alvenaria ou mista no litoral sul
- Cabanas e chalés para temporada: como construir em Imbituba
- Vento nordeste em Imbituba: como projetar a casa para o clima
Quer comprar, vender ou construir em Imbituba? Fale com a equipe da Zaluski pelo WhatsApp.
💬 Falar no WhatsApp


